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O preço de ser diferente

Posted by Intelecto 301 on 16:03
Estamos em pleno século XXI. Mas discutimos certas questões que nasceram com o surgimento do homem na terra. Uma delas é a homossexualidade e seus temas tão “polêmicos”. Polêmicos, é claro, porque certas pessoas insistem que seja assim. E quando se fala em união civil entre indivíduos de mesmo sexo, surge toda uma questão cultural e religiosa, que oprime a felicidade daqueles que, nesse momento, pagam o preço de ser diferente.

Numa sociedade tão adepta a mudanças, é fácil ver o quão diferente estamos do passado. A liberdade que os jovens vêm conquistando mostra que estamos tentando evoluir. Sim, tentando.

Não é difícil encontrar heterossexuais, sejam estes homens ou mulheres, relacionando-se com diversas pessoas numa mesma noite, por exemplo. A sociedade não condena isso. Ou finge que nem vê. Mas um homossexual, quando tenta encontrar uma e apenas uma pessoa para afirmar uma união civil, é obrigado a guardar seus sentimentos antes mesmo de declarar o que sente e expor sua vontade.

Devemos analisar, também, o contexto histórico em que a união civil entre homossexuais está inserida. A religião trouxe, desde sempre, uma mentalidade conservadora, tentando fazer com que as pessoas apenas procriem, acreditem naquilo que lhe foi proposto e aceitem caladas. Isso não é regra, e nem todas as pessoas que acreditam num Ser maior, acreditam nos dogmas daquilo que leva a Ele. Muitas dessas pessoas acreditam também no amor, num sentimento maior. Seja este sentimento diferente aos olhos da maioria, ou não.

A questão da evolução retorna. E se formos analisar o que faz estas linhas serem escritas, perceberemos que sim, estamos evoluindo. Pois qualquer forma de debate é uma forma de evoluir.

No entanto, não é necessário ir longe para criarmos outros questionamentos. Como por exemplo, uma simples questão: ”Quem é contra, é contra por quê?” Por que ser contra a vontade de uma pessoa, se esta “escolha” dela não irá nem mesmo interferir em sua vida?

Quem sente, quem ama, quem vive a vida livre de todo tipo de preconceito, sabe que de nada teme, e sabe o quanto é feliz por isso. Aos que vivem presos a regras e preconceitos, e tentam de toda forma banir a felicidade alheia, resta esperar que evoluam.

O dia em que deixarmos de nos preocupar com o quão diferentes aqueles homens ou aquelas mulheres de mãos dadas parecem, e nos permitirmos viver para a nossa felicidade, talvez não existam mais tantas disputas toscas e guerras, porque saberemos o nosso lugar, saberemos aceitar o mundo como ele é, e não tentaremos mudar nada de forma agressiva.

O século é XXI, e os fantasmas do passado não precisam mais viver conosco. É mais sensato buscarmos e conquistarmos aquilo que gostamos e desejamos, do que desprezarmos aquilo que nem conhecemos.

Gilvan Gomes, março de 2010

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